QUANDO ESTUDANTES SE TORNAM ARTISTAS: PRODUÇÕES CULTURAIS COMO PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NÃO HEGEMÔNICAS NOS ESTUDOS ORGANIZACIONAIS

  • Mariana Luísa da Costa Lage Universidade Federal de Juiz de Fora / Universidade Federal do Espírito Santo
  • Letícia Dias Fantinel Universidade Federal do Espírito Santo
Palavras-chave: Espaço, Tempo, Arte

Resumo

Este registro fotográfico retrata uma experiência concebida e vivenciada no contexto da disciplina “Espaço e tempo nas organizações” do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal do Espírito Santo (PPGAdm/UFES). Durante a disciplina, os estudantes foram provocados a, aproximando arte e ciência, elaborar, como trabalhos finais, produções artísticas que dialogassem com o conteúdo da disciplina. A exposição foi denominada pelos próprios estudantes como “Espaço e tempo não são simples sensações...”, organizada por eles em conjunto com a professora ministrante da disciplina, e aconteceu nas dependências da universidade em outubro de 2017. A experiência dialoga com o contexto atual, em que se veem censuras e ataques ao campo das artes brasileiras, de forma a aproximar a produção artística das práticas de produção acadêmica. Defende-se aqui, portanto, que a valorização de produções culturais no campo dos Estudos Organizacionais (EOs) pode ser considerada prática pedagógica não hegemônica e de resistência. 

Biografia do Autor

Mariana Luísa da Costa Lage, Universidade Federal de Juiz de Fora / Universidade Federal do Espírito Santo

Professora Assistente do Departamento de Administração da Universidade Federal de Juiz de Fora Campus de Governador Valadares. Doutoranda em administração pela Universidade Federal do Espírito Santo. 

Letícia Dias Fantinel, Universidade Federal do Espírito Santo
Professora Adjunta do Departamento de Administração e do Programa de Pós-graduação (Mestrado e Doutorado) em Administração Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

Referências

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Publicado
2018-07-24
Seção
Registros fotográficos