https://revistas2.face.ufmg.br/index.php/farol/issue/feed Farol - Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade 2019-05-29T01:09:40-03:00 Prof. Luiz Alex Silva Saraiva, Dr. saraiva@face.ufmg.br Open Journal Systems <p><strong>Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade</strong>, periódico científico quadrimestral do Núcleo de Estudos Organizacionais e Sociedade da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (NEOS/FACE/UFMG), busca fomentar, propagar e contribuir para os estudos organizacionais em uma ótica não-funcionalista. Nesse sentido, este periódico constitui um espaço interdisciplinar, aberto para que se possa discutir e propor temáticas, abordagens críticas e inovadoras e objetos não ortodoxos nos estudos organizacionais. A ideia é que, a partir de uma perspectiva plural dos pontos de vista ontológico, epistemológico, teórico e metodológico, e não pautada pelo gerencialismo, seja possível propor, discutir, criticar e teorizar para a compreensão da complexa dinâmica da sociedade e suas interfaces com as organizações.</p> https://revistas2.face.ufmg.br/index.php/farol/article/view/5457 GANÂNCIA E CADÁVERES 2019-05-27T22:09:24-03:00 Luiz Alex Silva Saraiva lass@face.ufmg.br <p>Editoria do número 15 do volume 6.</p> 2019-05-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Luiz Alex Silva Saraiva https://revistas2.face.ufmg.br/index.php/farol/article/view/5518 QUANTO VALE? 2019-05-27T19:20:22-03:00 Mariana Luísa da Costa Lage marianaluisa@gmail.com Isis Medeiros isismedeiros.design@gmail.com <p>Os diques se romperam. Pânico, desespero e indignação se instalaram. Os alarmes não soaram e de repente veio o mar de lama. Mar de rejeitos, de impurezas, o resto da produção do qual não nos foi questionado se queríamos. Nos foi enfiado rio abaixo.&nbsp;</p> <p>Vimos dor e sofrimento. Corpos (des)encontrados e tudo solidificado. Inabitável. De Bento Rodrigues a Brumadinho, os rios morreram e ficaram amargos: indígenas órfãos, trabalhadores sem bússolas, pescadores sem sustento, agricultores sem produção e surfistas em um <em>back side</em> na areia.</p> <p>Em três anos, dois meses e 20 dias, tudo se repetiu. Água <em>turva</em> em pedra dura, tanto bate até que...? Que nada acontece! Macacos. Rio Acima. Ouro Preto... Quantas mais? São centenas de barragens pelo Brasil. Como dormir?</p> <p>Os crimes ambientais não são preocupações para as próximas gerações. São para ontem, para nossa geração! Quanto Vale(m) vidas? Quanto Vale a natureza e o ecossistema? Quanto Vale a água? Quanto Vale o trabalho? Quanto Vale o lucro?</p> <p>Este lamaçal também nos encobre, nos cega. Precisamos continuar refletindo sobre o papel predatório das organizações e da acumulação do capital. Precisamos discutir interesses sociais, ambientais, políticos e o comprometimento das organizações.</p> <p>Não, não foi acidente! Não esqueçamos de Mariana e Brumadinho!</p> <p>Se esse é o <em>dark side</em>, que a luz chegue às margens, e neste caso, nas trevas que encobrem as margens dos rios mineiros.</p> 2019-05-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Mariana Luísa da Costa Lage, Isis Medeiros https://revistas2.face.ufmg.br/index.php/farol/article/view/5440 “DA LAMA AO CAOS”: REFLEXÕES SOBRE A CRISE AMBIENTAL E AS RELAÇÕES ESTADO-EMPRESA-SOCIEDADE 2019-05-27T19:20:23-03:00 Yuna Fontoura yunareis@gmail.com Flávia Naves flnaves@gmail.com Armindo dos Santos de Sousa Teodósio armindo.teodosio@gmail.com Marcus Vinicius Peinado Gomes gomesm@cardiff.ac.uk <p>O artigo apresenta o dossiê temático da Farol – Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade sobre as relações entre atores do Estado, do mercado, notadamente as corporações, e da sociedade civil em torno de conflitos socioambientais em territórios que são marcados pela atividade mineradora. São apresentados os artigos que compõem esse dossiê a partir de um pequeno balanço dos estudos sobre responsabilidade social empresarial, as relações intersetoriais (entre Estado, mercado e sociedade civil), os crimes corporativos e os conflitos socioambientais. São apontados os avanços e os desafios em termos do desenvolvimento de investigações críticas e engajadas em contextos marcados por relações de poder significativamente desiguais e pelas lutas por responsabilização das corporações diante dos crimes e ações sistemáticas de irresponsabilidade social e ambiental que praticam.</p> 2019-05-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Yuna Fontoura, Flávia Naves, Armindo dos Santos de Sousa Teodósio, Marcus Vinicius Peinado Gomes https://revistas2.face.ufmg.br/index.php/farol/article/view/4110 A CATÁSTROFE COMO PERPETUADORA DA SOCIEDADE UNIDIMENSIONAL 2019-05-27T19:20:24-03:00 Pamella Magalhães Ferreira pamella.magalhaes0@gmail.com Carolina Machado Maranhão carola.maranhao@gmail.com O presente artigo tem o objetivo de provocar reflexões críticas acerca do movimento “Justiça sim, desemprego não! #FicaSamarco” criado em defesa do trabalho e progresso da cidade de Mariana. Essas reflexões apresentam como eixo teórico a obra de Herbert Marcuse (1973). Nesta obra, a sociedade é unidimensional por ter perdido sua capacidade reflexiva e de oposição ao estado estabelecido de coisas, graças à primazia da esfera produtiva, a divisão do trabalho e padrão crescente de vida. No que se refere a questões metodológicas, este trabalho se baseou na metodologia qualitativa, utilizando o site criado pelos idealizadores do movimento “Justiça sim, desemprego não! #FicaSamarco” e a técnica de análise de dados utilizada foi a análise de conteúdo. As conclusões apontam para a forma como o trabalho socialmente exigido na conjuntura capitalista é capaz de barrar a crítica, escravizar os sujeitos, satisfaze-los e coopta-los em defesa da própria dominação. 2019-05-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Pamella Magalhães Ferreira, Carolina Machado Maranhão https://revistas2.face.ufmg.br/index.php/farol/article/view/4108 CONTRADIÇÕES DO ESPAÇO SOCIAL: ESTUDO DAS REPRESENTAÇÕES PRODUZIDAS PELOS ATINGIDOS PELA MINERAÇÃO DE OURO EM PARACATU, MG 2019-05-27T19:20:24-03:00 Luis Fernando Silva Andrade andradelfs@gmail.com Valderí de Castro Alcântara valderidecastroalcantara@gmail.com André Luiz de Paiva andrepaiva2@gmail.com <p>A mineração na América Latina, tem gerado grande número de conflitos. No Brasil como caso exemplar destaca-se a mineração de ouro a céu aberto em Paracatu, MG. Diante de discursos e práticas hegemônicas que destacam o papel central da mineração para o desenvolvimento, empregos e tributos, objetivamos compreender a produção e circulação de representações dos atingidos pela mineração em áreas urbanas. O arcabouço teórico é a discussão de mineração na América Latina e no Brasil, vinculada aos conceitos de espaço e representações. Quanto à metodologia, realizamos pesquisa documental em conteúdos encontrados em mídias alternativas que contestam a atuação da empresa mineradora e do poder público local. Indicamos nos resultados que as representações tratam da expansão da fronteira da mineração, a luta pelo direito à saúde e alternativas à miséria da vida cotidiana, intercalando o lamento pela perda das condições de vida anteriores e o desvelamento de relações socioespaciais opressoras.</p> 2019-05-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Luis Fernando Silva Andrade, Valderí de Castro Alcântara, André Luiz de Paiva https://revistas2.face.ufmg.br/index.php/farol/article/view/4182 O ROMPIMENTO DA BARRAGEM DA SAMARCO E A CONSTRUÇÃO DE SIGNIFICADOS: O CASO DE AGENTES PÚBLICOS DE ÓRGÃOS DE AMPARO E SOCORRO AOS ATINGIDOS PELA LAMA 2019-05-27T19:20:25-03:00 João Vitor de Castro Ribeiro lepe@icsa.ufop.br Diego Luiz Teixeira Boava profboava@yahoo.com.br Fernanda Maria Felicio Macedo profamacedo@yahoo.com.br Jussara Jéssica Pereira jussarapira@hotmail.com O presente trabalho pretende analisar o evento do rompimento da Barragem de rejeitos da mineradora Samarco em uma perspectiva distinta entre as mais comumente empregadas, evidenciando a visão dos agentes que prestaram atendimento aos atingidos pela lama. Desta forma, analisam-se depoimentos de agentes públicos responsáveis pelo socorro e amparo às vítimas que ficaram desabrigadas após a passagem da lama. Emprega-se como referencial teórico o <em>Sensemaking</em> que aborda o processo de construção de significados no cotidiano das organizações em face de estados de ruptura ocasionados por processos de mudança. Para tal, utiliza-se um delineamento qualitativo, exploratório e descritivo, em formato de estudo de caso, coletando-se os dados por meio de entrevistas semiestruturadas. Como resultado, tem-se que para os agentes públicos, o rompimento da Barragem foi o início de uma nova vida em Mariana, um recomeçar, tanto para as vítimas, quanto para eles mesmos e para a Samarco. 2019-05-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 João Vitor de Castro Ribeiro, Diego Luiz Teixeira Boava, Fernanda Maria Felicio Macedo, Jussara Jéssica Pereira https://revistas2.face.ufmg.br/index.php/farol/article/view/4196 REFLEXÕES SOBRE O PAPEL DA RSE EM CENÁRIOS DE CONFLITO SOCIOAMBIENTAL: O CASO DA SIDERÚRGICA CSA NA PERIFERIA CARIOCA DE SANTA CRUZ 2019-05-27T19:20:25-03:00 Janaína Pinto jana.bras@gmail.com <p>A maior usina siderúrgica integrada da América Latina e uma pequena comunidade residente da metrópole carioca vivem há doze anos um conflito socioambiental de natureza crônica. Os impactos começaram junto com as obras de instalação e seguem até os dias de hoje. Nesse cenário, a&nbsp;Responsabilidade Social Empresarial é vista pela perspectiva da justiça ambiental como um instrumento corporativo de dissimulação da lógica que norteia a interação entre companhias e comunidades: a imposição das necessidades industriais como mais importantes que o respeito aos direitos humanos da vizinhança. O que se vê no caso da RSE desempenhada pela CSA é uma empresa violadora de direitos oferecer programas voltados para melhorias pontuais na educação e no lazer de um território sem, no entanto, admitir a urgência em se estabelecerem relações estruturalmente mais horizontais com as comunidades vizinhas.</p> 2019-05-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Janaína Pinto https://revistas2.face.ufmg.br/index.php/farol/article/view/4855 NOVA REPÚBLICA, NOVAS PRÁTICAS: UMA ANÁLISE DO PROCESSO DE EMPRESARIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL (1990-2010) 2019-05-27T19:20:25-03:00 Marcio Silva Rodrigues marciosilvarodrigues@gmail.com Rosimeri de Fátima Carvalho da Silva rosimeri.carvalho@ufrgs.br <p>O objetivo deste texto é discutir como as práticas dos grupos que governaram o Estado brasileiro entre 1990 e 2010 contribuíram para intensificar o processo de empresarização do ensino superior no país. De forma geral, os eventos discursivos selecionados e analisados a partir da metodologia da análise crítica do discurso, carregam certa univocidade e apontam a existência de dois importantes momentos desse processo. O primeiro, marcado pelo empenho em produzir um conjunto de práticas orientadas à compreensão da educação superior a partir das maneiras de agir e de pensar que sustentam a ideia de empresa. E o outro, caracterizado pelo esforço em consolidar métodos empresariais no seio das instituições de ensino com o intuito de estabelecer “boas práticas de gestão” e, consequentemente, maximizar os resultados organizacionais. Somado à ressignificação da noção de autonomia universitária, tudo isso parece contribuir para exaltar, ainda mais, o discurso empresarial nesse espaço.</p> 2019-05-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Marcio Silva Rodrigues, Rosimeri de Fátima Carvalho da Silva https://revistas2.face.ufmg.br/index.php/farol/article/view/3530 A BELEZA COMPENSA: O CAPITAL ERÓTICO COMO FONTE DE PODER SIMBÓLICO NAS ORGANIZAÇÕES 2019-05-27T19:20:26-03:00 Adriana de Paula Bomfim Alcantara adrialcantara@gmail.com Cristiana Trindade Ituassu cristianaituassu@yahoo.com.br Luiz Rodrigo Cunha Moura luiz.moura@prof.una.br Esta pesquisa qualitativa, exploratório-descritiva objetivou identificar quais aspectos do CAPITAL ERÓTICO são mais importantes para o executivo brasileiro, conforme as revistas Você SA e EXAME. Para tanto, submeteram-se reportagens dessas publicações à análise de conteúdo. Pelos achados, beleza física, vestimenta, carisma e bom humor mostram-se os itens de maior relevância nesse universo. Peso e idade, ainda que não detalhados nessa literatura, também se apresentam como importantes. Os resultados evidenciam, ainda, que as reportagens se silenciam sobre a sexualidade. Possíveis causas e implicações disso são discutidas, ao fim do trabalho. 2019-05-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Adriana de Paula Bomfim Alcantara, Cristiana Trindade Ituassu, Luiz Rodrigo Cunha Moura https://revistas2.face.ufmg.br/index.php/farol/article/view/4319 MORAL DO ASSÉDIO E ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO EM EMPRESAS FAMILIARES: DAS VIOLÊNCIAS ÀS POSSIBILIDADES EM SAÚDE DO TRABALHADOR 2019-05-29T01:02:29-03:00 Leticia Bottura Calvoso leticiabcalvoso@gmail.com Guilherme Elias da Silva guilhermin@hotmail.com <p>O assédio moral no trabalho é vivenciado por muitos brasileiros e consiste em uma forma de violência psicológica através de conduta abusiva e intencional na qual uma pessoa ou grupo repetidamente sofre humilhações, ocasionando diversas doenças relacionadas ao trabalho, tais como úlceras, infartos, depressão e síndrome de <em>burnout</em>. O modelo tradicional de gestão empresarial familiar é um exemplo de como os sistemas de gestão podem favorecer essa prática, tendo em vista que apresenta características como falta de profissionalização, pouco espaço para participação dos trabalhadores nas decisões e planejamento, centralização do poder e do saber, machismo e patriarcalismo. Frente ao retrocesso que o Brasil vive atualmente em relação às leis trabalhistas, se torna ainda mais evidente que há muito por ser conquistado no âmbito da saúde mental no trabalho. Nesse sentido, é necessário que a psicologia atue em conjunto com trabalhadores e poder público visando prevenção, intervenção, promoção e vigilância.</p> 2019-05-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Leticia Bottura Calvoso, Guilherme Elias da Silva https://revistas2.face.ufmg.br/index.php/farol/article/view/3378 O FATOR ECONÔMICO E AS RELAÇÕES DE FORÇA E PODER NO DISCURSO GERENCIALISTA 2019-05-29T01:03:49-03:00 Kelly Pellizari kypl_pl@hotmail.com Antonio Carvalho Neto carvalhoneto@pucminas.br Este trabalho tem por objetivo analisar o discurso do gerencialismo propagado pelas executivas, enfatizando-se o valor do fator econômico e as relações de força e poder nele presentes. A análise do discurso foi à ferramenta utilizada para tratar dos recortes selecionados nas treze entrevistas, realizadas com mulheres executivas. Entrevistas estas coletadas junto a um banco de dados previamente estruturado. Os resultados indicam que o discurso gerencialista é disseminado pelo discurso das mulheres executivas, sobretudo, daquelas que incorporam a dialética do modelo idealizado em suas práticas discursivas. Desta forma o fator econômico, mostrou-se como uma moeda de troca, para as relações que se estabelecem através do gerencialismo. No discurso gerencialista, o poder também está relacionado ao trabalho, de modo que, quanto mais o sujeito trabalhe, mais chances ele tem de chegar ao poder. E, por internalizar esse discurso, os sujeitos mostram-se reféns desta lógica e incorporam-na como sendo algo natural. 2019-05-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Kelly Pellizari, Antonio Carvalho Neto https://revistas2.face.ufmg.br/index.php/farol/article/view/4292 CRISE E CRÍTICA: 2013 ENTRE DOMINAÇÃO E RUPTURA NO BRASIL CONTEMPORÂNEO 2019-05-29T01:04:57-03:00 Frederico Rodrigues Bonifácio fredrodrigues93@gmail.com Rogata Soares Del Gáudio rogatasoares@gmail.com <p>Nesse ensaio, pretendemos analisar, a partir de um recorte teórico centrado na apropriação e uso relacionados ao espaço geográfico, as jornadas de junho de 2013 e alguns de seus desdobramentos posteriores, bem como intentamos verificar sua relação com o impedimento do governo Dilma Rousseff em 2016. Assim, inicialmente faremos um resgate dos sentidos e significados da revolta popular de 2013, posteriormente nos ateremos às determinações que imputaram tal revolta, bem como buscaremos compreender seus limites. Limites estes que, como buscaremos delinear, comunicam-se de maneira decisiva a uma forma específica de sociabilidade em que todos os tempos, espaços e ritmos tendem a estar subordinados pelas determinações da abstração real capitalista. </p> 2019-05-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Frederico Rodrigues Bonifácio, Rogata Soares Del Gáudio https://revistas2.face.ufmg.br/index.php/farol/article/view/5441 EM BUSCA DO IMPACTO PERDIDO? EXPERIÊNCIAS SIGNIFICATIVAS COM SENTIDO LOCAL EM PESQUISA, ENSINO E EXTENSÃO 2019-05-29T01:06:07-03:00 Marcio Gomes Sá marciodesa@gmail.com <p>Este depoimento tem como principal foco partilhar experiências significativas, para um professor vinculado ao curso de Administração, de atuação em pesquisa, ensino e extensão num localismo específico, o Agreste pernambucano. Para tal, resgata alguns entendimentos sedimentados sobre aquele contexto e sobre tais ofícios nele, bem como as motivações à criação de sentido local para o seu trabalho. As experiências selecionadas são: a criação e o ensino de da disciplina “Agreste contemporâneo: gente, feira e negócios de confecções”; duas iniciativas de extensão, a assessoria em gestão a uma organização da sociedade civil e a elaboração de um estudo acerca do público lojista de um centro de compras; o horizonte propositivo incomum numa pesquisa sobre membros específicos de uma comunidade artesã (os proprietários de negócios) e seus desdobramentos; e as apresentações públicas de dois livros. Ao seu final, cinco pontos são elencados a título de “conclusão”.</p> 2019-05-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Marcio Gomes de Sá https://revistas2.face.ufmg.br/index.php/farol/article/view/5430 RACISMO NAS EMPRESAS: ATÉ QUANDO? 2019-05-29T01:08:35-03:00 Elisangela de Jesus Furtado da Silva elisangela.jfs@yahoo.com <p>As diferenças no Brasil possuem reflexos no modo de ser e viver das pessoas, sendo o racismo um dos mecanismos estruturais e constitutivos da sociedade brasileira. Como consequência das hierarquias, tem-se um modelo societal que produz a desigualdade social e econômica historicamente. Neste cenário, Pedro Jaime descreve e analisa a trajetória profissional de duas gerações de executivos negros de São Paulo. Trata-se de uma reflexão socioantropológica sobre a questão do racismo e da diversidade no mundo empresarial, por meio de narrativas biográficas e etnografia. Embora os executivos nem sempre identificaram experiências racistas, foi possível observar que desenvolveram estratégias defensivas. Jaime toca em diversas tensões ainda latentes, como o ideal essencialista, os limites das tecnologias gerenciais e a interseccionalidade, vistos como diferenciais entre a efetiva promoção da equidade ou sua simples simulação no interior das organizações.</p> 2019-05-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Elisangela de Jesus Furtado da Silva https://revistas2.face.ufmg.br/index.php/farol/article/view/4948 A CIDADE CANSADA 2019-05-29T01:09:40-03:00 Carlos Gustavo Assis carlosgustavoassis@gmail.com Ricardo Vinicius Cornélio dos Santos e Carvalho rvccarvalho@gmail.com <p class="Corpo" style="margin-bottom: 8.0pt; text-align: justify; line-height: 107%;"><span lang="PT" style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman','serif';">No presente registro fotográfico buscamos retratar visualmente uma questão específica das cidades contemporâneas, a sua representação como uma cidade cansada que busca resistir e ressignificar em uma sociedade do desempenho, conforme os conceitos discutidos pelo filósofo Byung-Chul Han. Para isso, procuramos registrar 35 fotografias da cidade de Belo Horizonte, no primeiro semestre de 2018, como maneira de retratar uma cidade cansada e que cansa, absorta em seus jardins de concretos, seu trânsito incansável, seus espaços de lazer fabricados pelo capital que enclausuram a natureza e que transformam tudo à sua volta em lugares que nada mais são do que novos locais para se trabalhar. Ao final, como movimento emblemático dessa disputa entre a cidade que não me acolhe para a contemplação, o descanso e a qualidade de vida, e as pessoas que demandam diversão, descanso, lazer, trazemos o exemplo do evento “Praia da Estação”.</span></p> 2019-05-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2019 Carlos Gustavo Assis, Ricardo Vinicius Cornélio dos Santos e Carvalho